Passei os últimos meses ouvindo com certa frequência a famosa frase "Navegar é preciso, viver não é preciso"*, normalmente num contexto de assuntos que me remetem ao desânimo ou ao fato de eu achar que meu Pai anda desistindo de viver... explico um pouco essa história do meu Pai:
Papai sempre foi um homem orgulhosamente ateu, embora tenha se convertido ao catolicismo com a morte de seu enteado, essa história durou pouco e ele acabou retornando às suas antigas desconfianças sobre a religião mas aceitando um Deus, ou uma energia maior que tudo, algo mais próximo do ateísmo (ou agnosticismo) do que do catolicismo.
Ele costuma nos dizer frases como: filho só é bom para o filho, a vida não faz sentido e questionar o sentido da vida já a torna sem sentido... enfim... ele não é exatamente o que eu poderia chamar de uma pessoa otimista... embora tenha vencido grandes barreiras sociais, financeiras e intelectuais, sempre me pareceu carregar uma nuvenzinha cinza acima da cabeça...
Atualmente ele está diagnosticado com a doença de Alzheimer e a depressão parece tomar conta em alguns momentos de lucidez.
Para mim faz sentido... tanto a doença quanto a depressão... minha interpretação é a de que diante de tantas tragédias familiares e pessoais (que ele viveu) a doença que começa degenerando as memórias parece até um alívio para quem cansou da luta de viver, e ao mesmo tempo, deprime qualquer um que se dá conta de que está morrendo num corpo que vive.
Mas, diz outra frase célebre, esta atribuída a Freud, também citada pelo Dr Maluquete no consultório, que quando Paulo fala de Pedro, sabe-se mais de Paulo que de Pedro. Então, retornemos à minha interpretação da frase sobre navegar dita no contexto acima exposto...
Imaginei que navegar seria necessário e que viver não seria necessário! E achava a frase sem sentido pois como navegar morto? Ou navegar seria a vida espiritual que independe da vida encarnada? Afinal, eu acredito cada dia mais que somos luz e que estamos em um momento da existência humana passando por aqui por essa vida em que as almas (luz de cada ser) está aprisionada neste corpo para um momento (chamado vida) de aprendizado.
Eis que na última sessão com o Dr Maluquete ele menciona novamente a tal frase e eu disse que ainda não havia entendido o sentido da frase pois se navegar é preciso porque viver não seria?
Então a partir dos comentários dele tive um acesso de riso! kkkkkkkkkkkkk Afinal, eu estava imaginando que preciso seria necessário e não relativo à precisão...!
Bem, agora sim! Agora posso até entender! Mas apesar de não saber muito sobre a precisão da navegação, posso categoricamente afirmar sobre a imprecisão do viver...!
Afinal, viver não é preciso, é simplesmente impreciso e imprevisível!
Ri muito me vendo completamente limitada a um único sentido da palavra! Logo eu que adoro olhar o dicionário e perceber as mil e uma facetas dos vocábulos...
Essa questão sobre a imprecisão da vida, me traz de volta ao pensamento da adolescência quando li Paulo Coelho e o MAKTUB tornou-se uma assertiva a ser posta a prova... afinal, testar se as coisas poderiam estar escritas, pré determinadas ou não... o tal do maktub que eu e uma amiga ex-estagiária e concurseira ficamos de tatuar quando conseguíssemos êxito nos nossos respectivos concursos tomando posse e entrando em exercício no cargo sonhado.
Maktub significa carta mas Paulo Coelho usa no sentido de "estava escrito, tinha que acontecer".
Atualmente, estou mais para uma tatuagem da flor de lotus do que do maktub e esse é um dos motivos pelo qual até hoje ainda não fiz minha tatoo... não consigo me decidir... mas essa história da indecisão é muito longa... fica para outro dia!
*Apesar de conhecida entre nós (brasileiros) como uma frase dita pelo escritor português Fernando Pessoa, li que essa frase teve sua autoria atribuída, pelo historiador Plutarco, ao general romano Pompeu que teria proferido tal sentença no século I antes de Cristo.
Contando histórias criadas ou vividas, inventadas e recriadas, escritas e reescritas... visões de mundo! Pensando em voz alta... aprendendo a aprender... ensinando o aprendido...
Ferramentas para ajudar o próximo – treinamento pessoal
Descubra o mundo, pesquise, leia, ouça, pergunte, olhe, sinta... decida o que você quer... silencie... mova-se... saia da inércia!
Agradeça. Realize e Receba! Viva a plenitude do seu Eu Superior! Você veio aqui para isso!
Quem sou eu
- Gabriela Penafort Vilar
- Eu Sou alegre, amiga, amorosa, animada, atenta, atraente, batalhadora, bonita, carinhosa, companheira, corajosa, criativa, determinada, divertida, espontânea, extrovertida, inteligente, organizada, otimista, prestativa, responsável, risonha, sensível, simpática, solidária, sonhadora e intensa (como diria minha amiga Angela). E estou me tornando uma pessoa compreensiva, culta, descontraída, disciplinada, equilibrada e indulgente comigo!
domingo, outubro 25, 2015
Dicas de concurseiros
Depois de muitos anos fazendo concursos... e infelizmente não passando para o cargo que eu tanto almejava, vi muita gente conseguir e essas pessoas conseguindo me animaram a continuar. E muitas me dão dicas que aproveito muito. Então, decidi compartilhar algumas por aqui também!
Para treino de provas e simulados, ver por disciplina ou concurso:
Para treino de provas e simulados, ver por disciplina ou concurso:
Para se inteirar de um concurso específico: entrar no site do Correio Web - concursos, procurar o forum, e entrar no forum de discussão do concurso de interesse.
O cadastro é gratuito. Usa-se um codinome para evitar muita exposição pois nem todos estão no espírito de boa fé e solidariedade.
Há também os livros com provas anteriores dos concursos, esses livros são maravilhosos! As questões possuem gabarito da resposta certa e o porquê! Inclusive das erradas! Usei o da FCC para o concurso do TRT de 2012: Como Passar em Concursos FCC, org. Wander Garcia. Editora Foco.
Na época eram 5.800 questões comentadas. No início do livro tem umas dicas muito legais para prova de múltipla escolha. Super indico.
Em 2014 comprei "Como Passar em Concursos da Magistratura do Trabalho e MPT" mas ainda não consegui fazer muita coisa não... é aquela velha história do: faça o que digo e não o que faço! Terrível! Eu sei... mas sigo tentando fazer!
Bem... fica a dica!
Na época eram 5.800 questões comentadas. No início do livro tem umas dicas muito legais para prova de múltipla escolha. Super indico.
Em 2014 comprei "Como Passar em Concursos da Magistratura do Trabalho e MPT" mas ainda não consegui fazer muita coisa não... é aquela velha história do: faça o que digo e não o que faço! Terrível! Eu sei... mas sigo tentando fazer!
Bem... fica a dica!
(Ex-blog: Concurseira mais uma vez... Retomando um antigo projeto! Rio, 25/10/2015)
domingo, outubro 11, 2015
Maluquices da mente humana
Pode parecer loucura... mas andei achando que não conseguia reconhecer a felicidade enquanto ela estava acontecendo.
Quando olhava para trás via que não havia reconhecido meus melhores momentos na hora em que eles estavam acontecendo. Como se fosse uma nostalgia misturada com saudade...
Quando olhava para trás via que não havia reconhecido meus melhores momentos na hora em que eles estavam acontecendo. Como se fosse uma nostalgia misturada com saudade...
Por exemplo, embora eu estivesse muito feliz em uma viagem com minha Mãe, vejo que aquela viagem curtinha para Nova York naquela "friaca" foi uma das melhores viagens que fiz... indo para trás... lembro de outras viagens para lugares próximos e menos elaboradas que também foram muito melhores do que muitas outras mais glamourosas e mais distantes... mas ao mesmo tempo, lembro da insatisfação... do incômodo... da angústia...
Andei trabalhando na análise algumas questões que talvez me dessem um pouco mais de lucidez sobre essa sensação de insatisfação tão exacerbada. E uma suposição que entrou em pauta foi que talvez eu esteja perseguindo o fracasso ao invés do sucesso... e isso explicaria o porquê de ainda não ter passado para o concurso que quero.
Na verdade, eu passei para diversos concursos mas numa classificação que permitisse a posse, somente para o único cargo que eu não queria: o de advogado... e estou lá até hoje... embora tenha feito concursos para cargos que exigiam apenas o segundo grau, junto com os outros concursos voltados para os profissionais do direito, algo freia o tal sucesso, representado pela posse e exercício no cargo escolhido.
Tudo bem que o ser humano é meio doido mas daí a perseguir o fracasso... ao invés do sucesso?!
Não me conformei com essa hipótese mas estou testando... tudo o que me parece apenas falta de disciplina e preguiça pode ser apenas um plano super bem arquitetado pelo meu insconsciente?
Acho cômoda demais essa assertiva, pois então eu pararia tentar alcançar a disciplina nos estudos, e ficaria conformada com minha não aprovação?
Um dos meus cunhados me disse que eu não quero pagar o preço para atingir minhas metas... bem, isso me traz de volta à preguiça e indisciplina... parece-me mais familiar... mas se eu aprofundar a próxima pergunta será: e porque eu não quero pagar o preço? Porque não quero vencer...
Porque vencer significa que finalmente sou um adulto! E ser adulto não é bom... afinal minha visão de adulto parece estar distorcida, pois toda vez que debato esse assunto, chego à conclusão de que ser criança é melhor.
Preciso na verdade escrever sobre ser adulto e desmistificar essa história, pois querendo ou não, biologicamente eu sou adulta de há muito...
Na verdade, eu passei para diversos concursos mas numa classificação que permitisse a posse, somente para o único cargo que eu não queria: o de advogado... e estou lá até hoje... embora tenha feito concursos para cargos que exigiam apenas o segundo grau, junto com os outros concursos voltados para os profissionais do direito, algo freia o tal sucesso, representado pela posse e exercício no cargo escolhido.
Tudo bem que o ser humano é meio doido mas daí a perseguir o fracasso... ao invés do sucesso?!
Não me conformei com essa hipótese mas estou testando... tudo o que me parece apenas falta de disciplina e preguiça pode ser apenas um plano super bem arquitetado pelo meu insconsciente?
Acho cômoda demais essa assertiva, pois então eu pararia tentar alcançar a disciplina nos estudos, e ficaria conformada com minha não aprovação?
Um dos meus cunhados me disse que eu não quero pagar o preço para atingir minhas metas... bem, isso me traz de volta à preguiça e indisciplina... parece-me mais familiar... mas se eu aprofundar a próxima pergunta será: e porque eu não quero pagar o preço? Porque não quero vencer...
Porque vencer significa que finalmente sou um adulto! E ser adulto não é bom... afinal minha visão de adulto parece estar distorcida, pois toda vez que debato esse assunto, chego à conclusão de que ser criança é melhor.
Preciso na verdade escrever sobre ser adulto e desmistificar essa história, pois querendo ou não, biologicamente eu sou adulta de há muito...
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