Estou aqui pensando com os meus botões sobre o tempo em que as coisas acontecem... parece tão aleatório mas tão coordenado ao mesmo tempo... uma grande amiga minha estava solteira quando teve a chance de reencontrar seu grande amor da adolescência, na verdade ele fora seu primeiro amor... eles se reencontraram mas houve apenas uma conversa que durou umas 8 a 9 horas... passearam por alguns lugares que costumavam ir na época em que namoraram mas a conversa girou em torno das dificuldades que ele estava tendo no casamento... e ela que tinha tido algumas experiências aproveitou para enriquecê-lo com todos os conselhos e dicas do que poderia funcionar... existia a mesma tensão sexual no ar que havia na adolescência, mas foi ignorada por ambos...
Anos depois, ela - desta vez - estava casada e reencontrou esse amor novamente, achou mesmo que nem sentiria mais nada, porém, ficou nervosa e me ligou pedindo que eu a acompanhasse num encontro de um grupo em que o sujeito estaria lá... ao final da noite ela foi se despedir dele e quando voltou para a mesa do bar, ela estava sem cor... o rapaz havia se declarado para minha amiga...
E a pergunta imediata que ela me fez: porque agora?
Pensamos juntas em várias respostas mas sem que nenhuma fizesse sentido...
Eles seguem separados por seus casamentos atuais e unidos por seus desejos da adolescência...
Essa história nos leva ao velho e conhecido "e se..." que se por um lado é um exercício de criatividade incrível, por outro, é também um passaporte para a insanidade mental porque não há possibilidade alguma de se chegar a uma resposta real... pelo simples fato de que o "e se..." significa que não foi...
Aceitar que o que não foi simplesmente não foi é muito difícil diante do desejo de que poderia ter sido... sim... poderia... mas não foi!
Fico me perguntando se aqueles dois adiaram mais uma vez um inevitável romance ou se simplesmente são Romeu e Julieta separados por suas família que não necessariamente se odeiam mas sim obrigatoriamente os separam...