A dor emocional às vezes se confunde com um desconforto generalizado... um desconforto nos desejos, nos medos, nas realizações... a dor emocional fica mais palpável quando se materializa numa sensação de falta de ar, quando a gente consegue chorar...
Eu já quis tantas vezes querer o que não quero que até já sei explicar como isso acontece.
Primeiro absorvemos uma ideia, uma racionalização de um ideal, e a partir daí tentamos querer o que achamos que seria o certo... e certo aqui não está relacionado à uma questão ética específica ou mesmo genérica, o certo aqui é o que achamos que vai trazer o que buscamos, que pode ser aceitação, pode ser o sentir-se amado ou sentir-se parte (quase sempre é sobre isso)...
Depois tentamos querer o que não queremos... e quando não conseguimos, sofremos... sofremos com a perda de um ideal que nunca foi mesmo nosso, nem no querer...
Mas se conseguirmos sentir o sentimento de frustração, de contrariedade, e deixarmos o ego, o orgulho, a arrogância de lado, se conseguirmos dissipar as distrações para enxergar que foi melhor assim... então, termos chance de quem sabe finalmente querer o que de fato queremos...
A importância de querer o que queremos aparece no nosso comportamento que passa a ser mais coerente, mais harmônico com a nossa essência. Aquela que ficou escondida num ideal de ser ao invés do ser pelo ser, do ser sendo.