Ferramentas para ajudar o próximo – treinamento pessoal

Descubra o mundo, pesquise, leia, ouça, pergunte, olhe, sinta... decida o que você quer... silencie... mova-se... saia da inércia!
Agradeça. Realize e Receba! Viva a plenitude do seu Eu Superior! Você veio aqui para isso!

Quem sou eu

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Eu Sou alegre, amiga, amorosa, animada, atenta, atraente, batalhadora, bonita, carinhosa, companheira, corajosa, criativa, determinada, divertida, espontânea, extrovertida, inteligente, organizada, otimista, prestativa, responsável, risonha, sensível, simpática, solidária, sonhadora e intensa (como diria minha amiga Angela). E estou me tornando uma pessoa compreensiva, culta, descontraída, disciplinada, equilibrada e indulgente comigo!

sexta-feira, maio 31, 2024

Sobre a dor

 A dor emocional às vezes se confunde com um desconforto generalizado... um desconforto nos desejos, nos medos, nas realizações... a dor emocional fica mais palpável quando se materializa numa sensação de falta de ar, quando a gente consegue chorar... 

Eu já quis tantas vezes querer o que não quero que até já sei explicar como isso acontece.

Primeiro absorvemos uma ideia, uma racionalização de um ideal, e a partir daí tentamos querer o que achamos que seria o certo... e certo aqui não está relacionado à uma questão ética específica ou mesmo genérica, o certo aqui é o que achamos que vai trazer o que buscamos, que pode ser aceitação, pode ser o sentir-se amado ou sentir-se parte (quase sempre é sobre isso)...

Depois tentamos querer o que não queremos... e quando não conseguimos, sofremos... sofremos com a perda de um ideal que nunca foi mesmo nosso, nem no querer...

Mas se conseguirmos sentir o sentimento de frustração, de contrariedade, e deixarmos o ego, o orgulho, a arrogância de lado, se conseguirmos dissipar as distrações para enxergar que foi melhor assim... então, termos chance de quem sabe finalmente querer o que de fato queremos...

A importância de querer o que queremos aparece no nosso comportamento que passa a ser mais coerente, mais harmônico com a nossa essência. Aquela que ficou escondida num ideal de ser ao invés do ser pelo ser, do ser sendo.

sexta-feira, maio 24, 2024

Ressentimento, aceitação ou o final de uma jornada?

Eu queria ter recebido flores para colocar à mesa naqueles dias em que limpávamos a casa e depois íamos assistir televisão... mesmo que fosse numa quinta-feira...

Eu queria que você passasse perfume para deitar ao meu lado... como eu passava e talvez você nunca tenha reparado... 

Eu queria que você tentasse passar as mãos nos meus cabelos para fazer um cafuné e não para tentar reconciliar desrespeitando a minha decisão de romper...

Eu me questiono se eu realmente me apaixonei por você porque eu queria tanta coisa que você não foi capaz de fazer... 

Deixei pra lá e fui seguindo só com o que você me oferecia... 

Achei que você fosse reservado e introspectivo, então estava tudo bem que as minhas pessoas aceitassem também como você era...

Com o tempo vi você extrovertido e comunicativo com alguns eleitos... e isso doeu... 

Sei que é a maneira que cada um escolhe viver... eu escolhi que as suas pessoas seriam como você para mim, que eu ajudaria em seu nome, eu seria simpática em seu nome, eu trataria bem e daria uma lembrança de aniversário por você...

Mas ver que a sua escolha até com os seus irmãos, que são as pessoas mais importantes para você, seria de não aceitar os parceiros e parceiras... afinal ninguém é suficiente para os seus né... bem... então comecei a ver que eu me isolava com você e as suas pessoas e se sobrasse tempo eu poderia dedicar às minhas pessoas...

Bem... eu não quero me isolar... eu escolhi outra maneira... se uma irmã ou amiga escolhe um parceiro ou parceira, serão como se fossem meus irmãos e meus amigos, enquanto a relação durar... porque a minha fidelidade é a eles como era a você... 

Então me senti traída por você quando você não se esforçou para conquistar as minhas pessoas...

E para quem queria fidelidade, exclusividade e atenção... era muita exigência e pouca entrega... não valia à pena...

Não lamento porque curei muitas feridas nesses 3 anos e meio que me dediquei sexualmente só a você...

Você é uma pessoa com muitas qualidades que não combinam com as minhas qualidades...

Sou agradecida por ter participado do teu mundo o pouco que você deixou... 

Agora, quero pessoas que participem do meu mundo... não porque pretendem me controlar mas por terem a curiosidade genuína de quem quer amar... porque amar é conhecer, é participar, é estar junto mesmo de longe... o oposto de controlar que é estar longe mesmo de perto!

Afinal, como é a frase famosa da Frida Kalo? Onde não puderes amar, não te demores...

Foi isso, encerro essa jornada ao teu lado por aqui... vou sentir saudades de muitas coisas mas a lembrança do peso e do isolamento vão me ajudar a superar...

quinta-feira, maio 09, 2024

Luto

Como lidar com o luto?

Sou do início da década de setenta… e desde então ainda bem criança questionava a miséria humana… via pessoas nas ruas sem banho, sem teto, se desvinculando da sua humanidade… tive a sorte de nascer em uma família que nunca me deixou faltar nada material ou imaterial… lá em casa valorizamos a alma, o sorriso, a presença, a poesia… e tudo que se pode valorizar depois que temos o mínimo existencial material garantido… sempre tive medo dos “moradores de rua” porque não me imaginava ali passiva sem nada vendo pessoas com tudo passarem por mim assim ‘impunes’, indiferentes… mas talvez se eu estivesse ali no chão, exposta a tudo, desconectada da socialização, à margem… talvez eu também ficasse anestesiada, imóvel, congelada, aparentando uma passividade que encoberta a impotência…

E para mim o luto é isso… uma sensação de impotência que toma conta da nossa mente, passa para o nosso corpo e às vezes conseguimos deixar escoar um pouco pelos olhos em forma de lágrimas…

Senti e ainda sinto (porque elas, as perdas, não param, apenas mudam de endereço) essa impotência perante a matança e os horrores das guerras que assisti de longe (mais uma sorte)… e quantas já não tivemos nesse ultimo meio século em que coexisto nesse mundo?! E quantas ainda temos e teremos?!…

Senti essa impotência diante da Pandemia… e quantas perdas seguidas que nem dava tempo de lamentar um corpo e logo vinham outros… dessa vez perdi pessoas de fato muito próximas… confesso que ainda sinto o nó na garganta dessa vontade de gritar sem voz que é a impotência…

Senti essa impotência diante de tantas notícias que vinham de mais perto ou de lugares ou pessoas mais distantes ou mais próximas…

E agora essa tragédia no sul do Brasil que nos joga na lama da impotência… 

Já era difícil sentar e fazer uma refeição farta rodeada por pessoas amadas e que me amam, no aconchego da segurança que tive a sorte de ter… era um exercício de faz-de-conta que o bicho-papão não exite… era uma indiferença imposta pela necessidade de sobrevivência… porque a humanidade não pode estar em festa com tantas tragédias coletivas… fora as tragédias individuais ou de grupos menores… fora a violência sexual que nós mulheres passamos a vida com  medo e/ou nos recuperando… 

O luto… essa impotência… essa tragédia humana… nos faz questionar o inquestionável que é o viver… a vida…

E até agora eu vivia o luto das “minhas pessoas” tentando viver ainda mais como representante de quem não teve “a sorte” de poder continuar por aqui… consigo continuar com essa visão… consigo continuar pelos que ainda estão por aqui e pelos que estão chegando…



segunda-feira, maio 06, 2024

Será? E o medo? E eu?

 será que eu não mereço ser amada? receber flores? um cafuné? ouvir que sou linda?


será que não mereço ser convidada para andar de mãos dadas? para ir à praia ou comer pizza?
será que não consigo amar? será que não consigo confiar? ou fechar os olhos e me entregar?

tô com medo… medo de não me apaixonar de novo... medo de não acreditar mais no amor… medo de ficar sozinha… medo de não desejar mais ninguém… medo de viver de migalhas… medo de continuar com medo…

Estou com medo de ser essa pessoa que você não tinha assunto… não queria perguntar sobre o que ela estava pensando… de ser a pessoa que você não faz questão de ter como companhia para almoçar… de ser a pessoa que você nunca quis levar ao cinema… de ser a pessoa que você não fazia questão de elogiar… 

Talvez se você sair da minha vida eu possa voltar a imaginar que sou uma pessoa antes de ser uma mulher… que sou interessante e que posso trocar experiências de vida, ampliar minha visão de mundo… que posso ouvir ideias sobre a vida, as pessoas, e também ter ideias e questões interessantes para conversar e pensar… talvez eu me sinta desejável de novo… talvez eu me sinta bonita novamente, talvez eu me sinta importante como se fosse uma pessoa que outras pessoas fazem questão de ter por perto… e talvez eu me encontre comigo e me leve ao cinema…