Ferramentas para ajudar o próximo – treinamento pessoal

Descubra o mundo, pesquise, leia, ouça, pergunte, olhe, sinta... decida o que você quer... silencie... mova-se... saia da inércia!
Agradeça. Realize e Receba! Viva a plenitude do seu Eu Superior! Você veio aqui para isso!

Quem sou eu

Minha foto
Eu Sou alegre, amiga, amorosa, animada, atenta, atraente, batalhadora, bonita, carinhosa, companheira, corajosa, criativa, determinada, divertida, espontânea, extrovertida, inteligente, organizada, otimista, prestativa, responsável, risonha, sensível, simpática, solidária, sonhadora e intensa (como diria minha amiga Angela). E estou me tornando uma pessoa compreensiva, culta, descontraída, disciplinada, equilibrada e indulgente comigo!

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Pessoas

Passaram-se cinco horas e ela não resistiu e olhou. Queria ver se aquele sentimento crescia do lado de lá com a mesma intensidade que do lado de cá... mas não obteve qualquer resposta! Ela já sabia que o que cada coração guarda nem mesmo o dono tem acesso... mesmo assim valia a pena arriscar uma dica aqui e outra acolá... Não era para ter o prazer mórbido de saber por saber e nada fazer. Era apenas para continuar a fantasiar sobre o "se"... De toda sorte, ela concluiu que se era apenas fantasia então pouco importaria o que de fato estava acontecendo do lado de lá... e ela se conformou pensando que a reciprocidade não tem sido mesmo a vertente mais presente em suas relações.
Ela queria atenção, troca, mergulhar fundo, entrega... mas tudo isso sem invadir o espaço dele, dos filhos, da leitura, da ternura...
Seriam perguntas e respostas, elogios e massagem nos egos, um romance intelectual quase virtual... ele queria algo concreto... um porto, uma fotografia, uma prova de um amor tão evidente que iluminava os olhos, transformava a madrugada  em  dia produtivo para escrever um tratado. 
A tal dualidade humana me confunde... Afinal, o que eles queriam?! Um filme sem final?!?
Eu ficaria para assistir o filme inteiro...  Seria como a história de passar em uma estação do ano em uma determinada cidade - às vezes vamos embora com a sensação de que a cidade era fria demais, e nem nos damos conta de que era inverno naquele momento...
Essa história das estações está perambulando pela internet e me fez pensar nisso. Fiz diversos paralelos na minha cabeça. E o melhor deles foi comparar a um relacionamento amoroso, pois, de fato, desde os idos de minha bisavó ouço essa história de que pra conhecer alguém é preciso "comer uma saca de sal" com esse alguém... 
Quanto tem de sal numa "saca"?! 25Kg? 
Bem, acho que a lição é a de que requer tempo de convivência para se conhecer alguém.
E passar somente uma primavera como dois adolescentes apaixonados, não seria o suficiente para sabermos se são pessoas compatíveis em seus valores, ideais e direção que pretendem seguir. Por exemplo, se sou diurna, a convivência com um notívago vai ser mais incômoda do que se ambos forem diurnos ou notívagos...
Sei que essa razão toda não funciona com o coração! Mas guia nossas escolhas e suaviza a inevitável queda do fim...



segunda-feira, janeiro 04, 2010

Ela novamente...

Ela lia e relia... como se pudesse reescrever tudo de novo sem deixar qualquer vestígio do escrito daqueles dias... decisões tomadas de supetão ou mesmo pensadas de forma atordoada pela situação... às vezes não decidir é pior do que decidir... mas naquele dia ela seguiu o trato consigo: deixaria os personagens se posicionarem antes de fazer sua próxima escolha... afinal, ela tinha tanto medo de não estar no controle e agora estava à mercê do tempo... pelo menos o tempo não recua... ela sabia que seria dali pra frente... poxa... o pra frente é justamente o que ela costuma idealizar...

sábado, janeiro 02, 2010

Ela: realidade x fantasia

Ela já estava na fase de encontrar um amor maduro... daqueles em que os amantes já viveram seus sonhos individuais e estão prontos para viver um projeto mais suave de companhia, de fruição das conquistas anteriores... mas Ele a convidou ao recomeço, já que no discurso Ela se dizia disposta a recomeçar sempre... afinal, recomeçar era o que Ela sabia fazer de melhor!

E Ela foi... assim sem parar para escolher, ou melhor, sem parar para pensar nas suas escolhas, via-se afundando nos planos que não eram os seus... envolvida pelo enamoramento por um homem tão arrebatadoramente gentil e sensível, com alma de artista, fez o que era preciso e estava ao seu alcance para satisfazer as ideias de recomeço que Ele tinha em mente... sem se dar conta de que aquele era o caminho para fora dos sonhos dEla.

Depois de certo tempo decorrido, havia para Ela mais uma escolha, mas desta vez Ela estava alerta, qual seja, a escolha entre viver sua nova realidade afastada dos sonhos e fantasias pelo dia-a-dia da convivência, ou, se tivesse certeza de que há um mundo paralelo em que Ele não exige tanta realidade dEla, ou em que a realidade não A confrontasse em tantos aspectos, Ela poderia desfazer tudo aquilo e recomeçar de onde parou em seus planos de sonhos e repúdio à realidade.

Nessa época ela ouvia os doutos falarem sobre o quanto a realidade é satisfatória mas Sua alma se sentia contrariada... Afinal, essa palavra (realidade) soa como um xingamento aos ouvidos de quem soube se lançar em teses filosóficas pelo simples prazer de testá-las... ainda que isso representasse perder seu primeiro amor... depois viriam outros amores... e Ela teria ficado sem a construção de uma história de vida ao lado do primeiro amor...

Outros amores vieram, de fato. Mas abrir mão do primeiro amor em prol de seus princípios... e depois descobrir que haveriam outros testes... e que os valores vão sendo modificados de acordo com as experiências e erros e acertos... seria tarde para viver a realidade de um amor cotidiano? Seria tarde para retornar à fantasia dos romances e ser diagnosticada com a síndrome do príncipe encantado?

Ela optou pela realidade mas deixou nos seus escritos o registro das fantasias...