E Ela foi... assim sem parar para escolher, ou melhor, sem parar para pensar nas suas escolhas, via-se afundando nos planos que não eram os seus... envolvida pelo enamoramento por um homem tão arrebatadoramente gentil e sensível, com alma de artista, fez o que era preciso e estava ao seu alcance para satisfazer as ideias de recomeço que Ele tinha em mente... sem se dar conta de que aquele era o caminho para fora dos sonhos dEla.
Depois de certo tempo decorrido, havia para Ela mais uma escolha, mas desta vez Ela estava alerta, qual seja, a escolha entre viver sua nova realidade afastada dos sonhos e fantasias pelo dia-a-dia da convivência, ou, se tivesse certeza de que há um mundo paralelo em que Ele não exige tanta realidade dEla, ou em que a realidade não A confrontasse em tantos aspectos, Ela poderia desfazer tudo aquilo e recomeçar de onde parou em seus planos de sonhos e repúdio à realidade.
Nessa época ela ouvia os doutos falarem sobre o quanto a realidade é satisfatória mas Sua alma se sentia contrariada... Afinal, essa palavra (realidade) soa como um xingamento aos ouvidos de quem soube se lançar em teses filosóficas pelo simples prazer de testá-las... ainda que isso representasse perder seu primeiro amor... depois viriam outros amores... e Ela teria ficado sem a construção de uma história de vida ao lado do primeiro amor...
Outros amores vieram, de fato. Mas abrir mão do primeiro amor em prol de seus princípios... e depois descobrir que haveriam outros testes... e que os valores vão sendo modificados de acordo com as experiências e erros e acertos... seria tarde para viver a realidade de um amor cotidiano? Seria tarde para retornar à fantasia dos romances e ser diagnosticada com a síndrome do príncipe encantado?
Ela optou pela realidade mas deixou nos seus escritos o registro das fantasias...
Outros amores vieram, de fato. Mas abrir mão do primeiro amor em prol de seus princípios... e depois descobrir que haveriam outros testes... e que os valores vão sendo modificados de acordo com as experiências e erros e acertos... seria tarde para viver a realidade de um amor cotidiano? Seria tarde para retornar à fantasia dos romances e ser diagnosticada com a síndrome do príncipe encantado?
Ela optou pela realidade mas deixou nos seus escritos o registro das fantasias...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui suas impressões, suas expressões, seu carinho, sua dor ou apenas um oi! Bem vindo!
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.