Anos depois, ela - desta vez - estava casada e reencontrou esse amor novamente, achou mesmo que nem sentiria mais nada, porém, ficou nervosa e me ligou pedindo que eu a acompanhasse num encontro de um grupo em que o sujeito estaria lá... ao final da noite ela foi se despedir dele e quando voltou para a mesa do bar, ela estava sem cor... o rapaz havia se declarado para minha amiga...
E a pergunta imediata que ela me fez: porque agora?
Pensamos juntas em várias respostas mas sem que nenhuma fizesse sentido...
Eles seguem separados por seus casamentos atuais e unidos por seus desejos da adolescência...
Essa história nos leva ao velho e conhecido "e se..." que se por um lado é um exercício de criatividade incrível, por outro, é também um passaporte para a insanidade mental porque não há possibilidade alguma de se chegar a uma resposta real... pelo simples fato de que o "e se..." significa que não foi...
Aceitar que o que não foi simplesmente não foi é muito difícil diante do desejo de que poderia ter sido... sim... poderia... mas não foi!
Fico me perguntando se aqueles dois adiaram mais uma vez um inevitável romance ou se simplesmente são Romeu e Julieta separados por suas família que não necessariamente se odeiam mas sim obrigatoriamente os separam...
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