Ouvi algumas vezes sobre pessoas que haviam "pulado" alguma fase na vida e depois ficavam vivendo coisas fora do tempo, como coisas de criança na vida adulta ou coisas de adolescente após um divórcio e já exercendo a maternidade.
Eu tenho exercitado a tese de que algumas coisas na minha vida não acontecem porque eu fiquei "presa" na infância - quase uma síndrome de Peter Pan!
Digo que tenho exercitado porque essa foi a tese trazida pelo meu psiquiatra sobre a qual ainda não estou totalmente convencida.
De toda sorte, faço esse exercício mental para ver se é mesmo isso.
Muitas vezes me vejo com característica bem marcantes das crianças como o narcisismo, o egocentrismo e a fantasia de um mundo ideal...
Não haveria problema - penso eu aqui com os meus botões - se isso não trouxesse consequências desastrosas para a minha vida adulta!
Por exemplo, ao imaginar que o mundo é perfeito no meu inconsciente, a consequência seria que conscientemente tudo parece estar meio fora do lugar... como se eu esperasse que realmente as coisas fossem todas de uma maneira ideal mas me deparo com o real que por melhor que seja nunca satisfaz... sempre deixa um incômodo...
Bem... de volta ao tal exercício...
Na tentativa de "aceitar" a vida como ela se apresenta, venho procurando enxergá-la para começar!
Essa semana por exemplo fiquei tão tensa que dormir tensionando o maxilar e resultou em dores nos dentes ao mastigar alimentos mais consistentes... fui parar no ortodontista e novamente ele me disse que essas tensões serão aliviadas no tratamento ortodôntico mas que a causa poderia ser curada com a Yoga!
Puxa... mais uma característica infantil: esperar que uma plaquinha nos dentes resolva as minhas tensões... sim, porque se eu acreditasse que o tratamento é mesmo a yoga que leva um tempo para você adaptar o seu corpo e aprender a fazer os movimentos etc eu já teria começado, né?
O mais interessante: já fiz algumas aulas de yoga e gosto muito! De fato sinto um grande bem estar!
Só que na vida que idealizei não sobram duas horas diárias para essa prática!
Sigo tensa como adulta numa mente presa à uma infância...!