A vida cotidiana já é o suficiente para inspirar qualquer escritor, poeta, cineasta, pintor ou qualquer artista mas há fatos, pessoas e coisas que realmente nos inspiram de maneira diferente...
Com o tempo eu aprendi que os conselhos das pessoas que nos amam e têm mais experiência são valiosos... então perguntei à minha Mãe sobre escrita, pois como educadora apaixonada pela educação, imaginei que ela fosse me ensinar alguma espécie de atalho! Como um professor de matemática que poderia me dar uma fórmula para decorar e aplicar sem precisar demonstrar como se chega à tal fórmula. Porém, a resposta simples e direta foi difícil de digerir e aceitar: "minha filha, tem coisas na vida que só se faz fazendo! Se você quer escrever, só tem um jeito: escreva!"
Passei anos e anos rascunhando e desistindo... foi preciso testar e retestar a teoria da minha sábia e amorosa Mãe durante 3 ou 4 décadas para finalmente seguir seu sábio conselho!
Ainda estou aprendendo mas posso dizer que escrevo porque quero aprender a escrever!
E poucos entenderam...
Mas eu já tentei entender o mecanismo da direção de um carro antes de colocar em prática... e claro, não serviu para me tornar uma boa motorista! Se bem que, pensando bem, saber a teoria ajuda na hora de colocar em prática, mas sem a prática é impossível atingir um conceito que caiba num verbo de ação...
Um outro professor, tão mestre quanto a minha Mãe me disse que eu entendia muito mais um americano do que falava o inglês porque eu treinava mais o ouvido (ouvindo músicas e filmes) do que a boca (falando)... e lá estava de novo o velho e bom conselho da minha Mãe... como não pensei nisso antes: para falar inglês eu teria que falar inglês!
E às gargalhadas, contratei uma professora que conseguia ouvir meu inglês precário e me ajudava a corrigir um pouco as frases para fazerem sentido aos poucos cada vez mais!
Gratidão pela Mãe que tenho!
13.04.2019