Um pedido
Uma gentileza
Um sorriso ou dois
A gratidão
O olhar
Palavras que se fazem entender por meio de gestos e expressões faciais
A presença ensaiada
A presença requisitada
A presença do agora
E depois... a gentileza
Almas amigas
Contando histórias criadas ou vividas, inventadas e recriadas, escritas e reescritas... visões de mundo! Pensando em voz alta... aprendendo a aprender... ensinando o aprendido...
Um pedido
Uma gentileza
Um sorriso ou dois
A gratidão
O olhar
Palavras que se fazem entender por meio de gestos e expressões faciais
A presença ensaiada
A presença requisitada
A presença do agora
E depois... a gentileza
Almas amigas
Despretensiosamente, de maneira simples e direta, um encontro de propósitos, uma possibilidade remota de reciprocidade em concreto, um número pequeno na estatística que se realiza em 100% quando ocorre...
E então todos os conceitos sobre estar na vibração energética coerente com o seu estado de espírito se tornam um exemplo prático...
Procura
Exposição
Coragem
Sinceridade
Fé
E o imponderável
Assim são os encontros... mas também assim são os desencontros... com apenas um número de diferença!
Acredito cada vez mais que as coisas realmente funcionam assim em certos aspectos da nossa vida... recriamos um quadro traumático, talvez para termos a possibilidade de aprendermos a lidar com ele... talvez por acreditarmos que seja a única maneira de viver aquilo... no meu caso uma situação que venho recriando é a do abandono...
Quando eu tinha entre 4 e 6 anos, meus pais se separaram e minha Mãe foi ameaçada de perder a guarda das filhas, eu e minha irmã mais velha. Então ela se mudou para o outro extremo do país em relação à minha cidade natal... bem... a partir daí fico imaginando como foi para aquela criança (eu) que estudava numa escola Montessoriana e passou para uma escola pública, que esperava todos os dias pelo Papai para fazê-la dormir e passou a não ter mais notícias dele, que tinha sua Mãe ali bem presente e passou a estar mais com outros adultos que tentavam fazer todas as suas vontades mas nunca o que realmente ela queria... talvez fosse sua vida anterior de volta...
Olhando hoje como mulher adulta reconheço na minha Mãe toda a coragem, força e exemplo de busca por uma vida plena, tanto profissionalmente quanto na vida familiar, com suas amizades, em relação ao social atuando politicamente por um mundo melhor e mais humanitário... Ela era tão nova... tinha 25 anos quando eu nasci e uns 30 anos quando se separou do meu pai.
Também reconheço no meu Pai todo o esforço que ele fez para se reerguer... e confesso que não acredito que ele tenha se recuperado... parece que ele perdeu a fé em ter novamente uma vida que parecia a vida perfeita olhando do futuro para o passado... Conseguimos refazer nossos vínculos na minha adolescência e quando me tornei adulta tudo o que quis dele ele me deu: aprovação, admiração e reconhecimento... era bom saber que poderia pedir conselhos a uma figura masculina, mesmo que fosse para fazer o oposto... tentei seguir os padrões rigorosos que ele se impunha em termos de moral e bons costumes da sociedade atual.
Hoje é o dia dos pais e Papai está com Alzheimer há alguns anos... a sensação é contraditória... não me sinto órfã mas também não o sinto presente... ainda não sei lidar com esse fato dele estar com Alzheimer... acho triste a doença mas fico feliz em vê-lo tranquilo... talvez o impulso para mudar de país possa ter também essa contribuição... estar longe fisicamente faz mais suportável a distância que a doença nos submete... mais uma perda... hoje é um bom dia para trabalhar essa questão...