Pergunto-me se valeu à pena… a cada perda que a escolha camufla com a sensação de que ganhamos alguma coisa… quando na verdade escolher significa mais perdas do que ganhos.
Afinal de quantas coisas abrimos mão para cada escolha? Um universo de outras escolhas!
Fui estudar a escolha no olhar da ciência… e o que encontrei foram pesquisas apontando para o paradoxo da maior satisfação com as escolhas conforme a menor quantidade de opções para se fazer a tal escolha…
E fez sentido pra mim… porque se escolho entre duas opções, então abro mão de apenas uma… mas se escolho entre cinco, abro mão de outras quatro. Por isso então essa sensação de perda?!?
Não… achei que a sensação de perda estivesse relacionada às expectativas… ao resultado. Porque se a minha escolha supriu as expectativas que eu tinha, as outras opções que tive lá atrás não serão lamentadas… talvez sejam até relembradas com alívio por não terem sido escolhidas…
Mas o que encontrei nas investigações científicas foi apenas o fato de sermos dois grandes grupos de pessoas: as que ficam repensando suas escolhas racionais e as que seguem o fluxo da emoção sem olhar muito pro que passou…
E me encontrei naquele grupo dos que ficam racionalizando em busca de prós e contras, que racionalizam as escolhas… e o mais engraçado foi que as pesquisas apontaram para esse grupo como o grupo mais insatisfeito apesar de ser o grupo com as melhores escolhas… afinal os livros de auto ajuda estão certos: é melhor ser feliz do que ter razão!
A ideia é estar mais conectada com as suas emoções verdadeiras e fazer suas escolhas com aquele feeling, aquela sensação de que “é isso!”, mesmo sem saber o porquê!