Fala-se muito sobre perspectivas... eu sou filha de um Pai que ora se diz realista ora se diz pessimista, e da mais otimista das Mães... Por um bom tempo pude aproveitar a disposição e lucidez de ambos para ter diferentes perspectivas olhando a mesma situação.
Por vezes me achei pessimista ao vislumbrar com maior facilidade o pior... mas com o tempo descobri que era mais fácil carregar um pessimista no coração do que conviver com ele... até que o pessimismo começou a me entristecer e eu quis ser otimista, quis acreditar que as coisas podem melhorar e vão!
Então... comecei a mudar o hábito... e me descobri numa profissão em que ser pessimista era bom pois o ex adverso (advogado da parte contrária) não poderia trazer uma surpresa (processual) pior do que a que eu poderia imaginar!
Mas ainda assim sigo buscando o hábito do olhar mais benevolente, sem ingenuidade, uma atitude mais corajosa acreditando que as coisas vão melhorar, sem ser inconsequente... e vou nessa dualidade até encontrar a minha própria perspectiva... que pode não ser o "caminho do meio" como parecia ser o ideal... pode ser um caminho torto ou intermitente.
O importante é encontrar a minha perspectiva...
Contando histórias criadas ou vividas, inventadas e recriadas, escritas e reescritas... visões de mundo! Pensando em voz alta... aprendendo a aprender... ensinando o aprendido...
Ferramentas para ajudar o próximo – treinamento pessoal
Descubra o mundo, pesquise, leia, ouça, pergunte, olhe, sinta... decida o que você quer... silencie... mova-se... saia da inércia!
Agradeça. Realize e Receba! Viva a plenitude do seu Eu Superior! Você veio aqui para isso!
Quem sou eu
- Gabriela Penafort Vilar
- Eu Sou alegre, amiga, amorosa, animada, atenta, atraente, batalhadora, bonita, carinhosa, companheira, corajosa, criativa, determinada, divertida, espontânea, extrovertida, inteligente, organizada, otimista, prestativa, responsável, risonha, sensível, simpática, solidária, sonhadora e intensa (como diria minha amiga Angela). E estou me tornando uma pessoa compreensiva, culta, descontraída, disciplinada, equilibrada e indulgente comigo!
segunda-feira, março 01, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Filha de ateus graças a Deus!
Presenciei, lá em casa, uma vida de entrega (aos sonhos), fé (de que vai dar tudo certo), solidariedade, humanismo... e ao longo dessas últimas 4 décadas venho presenciando no exemplo da minha Mãe uma verdadeira religiosa sem ter a consciência em Deus mas que vive como se estivesse tocada pelo Criador, com disposição, amor, humildade...
Estudei superficialmente algumas religiões e cada uma deixava em mim uma impressão de amor, solidariedade, paz, fraternidade, união, esperança, bondade, quietude, servir ao outro, humildade, humanismo, respeito e fé...
Estudei superficialmente algumas religiões e cada uma deixava em mim uma impressão de amor, solidariedade, paz, fraternidade, união, esperança, bondade, quietude, servir ao outro, humildade, humanismo, respeito e fé...
Em diversos momentos senti a presença de Deus na minha vida... mesmo sendo filha de ateus, passei um período em colégio de freiras da igreja católica, e busquei e testei diversas teorias e rituais, mas sentia a presença divina nas horas em que a vida estava me dando uma trégua... porque isso eu já sei: a vida de tempos em tempos nos dá uma trégua... seja por uma nova paixão que nos faz olhar a nossa volta como se a vida fosse perfeita, seja por um momento de solidariedade que enche seu coração de esperança, seja por ter acontecido a realização de um sonho... o fato é que de tempos em tempos a vida nos dá uma trégua... uma trégua desse aprendizado aqui... dessa etapa da evolução espiritual.
E contrariando o desafio de alguns ateus não eram os momentos de medo e desespero que eu me agarrava à fé... e isso se tornou um hábito: ir ao encontro do divino nos momentos de paz e silencio da alma... nisso a meditação é a ferramenta primordial!
E no desespero ou tristeza profunda?! Bem... nessas horas lembro que sou filha de ateus graças a Deus!
E contrariando o desafio de alguns ateus não eram os momentos de medo e desespero que eu me agarrava à fé... e isso se tornou um hábito: ir ao encontro do divino nos momentos de paz e silencio da alma... nisso a meditação é a ferramenta primordial!
E no desespero ou tristeza profunda?! Bem... nessas horas lembro que sou filha de ateus graças a Deus!
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Pessoas
Passaram-se cinco horas e ela não resistiu e olhou. Queria ver se aquele sentimento crescia do lado de lá com a mesma intensidade que do lado de cá... mas não obteve qualquer resposta! Ela já sabia que o que cada coração guarda nem mesmo o dono tem acesso... mesmo assim valia a pena arriscar uma dica aqui e outra acolá... Não era para ter o prazer mórbido de saber por saber e nada fazer. Era apenas para continuar a fantasiar sobre o "se"... De toda sorte, ela concluiu que se era apenas fantasia então pouco importaria o que de fato estava acontecendo do lado de lá... e ela se conformou pensando que a reciprocidade não tem sido mesmo a vertente mais presente em suas relações.
Ela queria atenção, troca, mergulhar fundo, entrega... mas tudo isso sem invadir o espaço dele, dos filhos, da leitura, da ternura...
Seriam perguntas e respostas, elogios e massagem nos egos, um romance intelectual quase virtual... ele queria algo concreto... um porto, uma fotografia, uma prova de um amor tão evidente que iluminava os olhos, transformava a madrugada em dia produtivo para escrever um tratado.
A tal dualidade humana me confunde... Afinal, o que eles queriam?! Um filme sem final?!?
Eu ficaria para assistir o filme inteiro... Seria como a história de passar em uma estação do ano em uma determinada cidade - às vezes vamos embora com a sensação de que a cidade era fria demais, e nem nos damos conta de que era inverno naquele momento...
Essa história das estações está perambulando pela internet e me fez pensar nisso. Fiz diversos paralelos na minha cabeça. E o melhor deles foi comparar a um relacionamento amoroso, pois, de fato, desde os idos de minha bisavó ouço essa história de que pra conhecer alguém é preciso "comer uma saca de sal" com esse alguém...
Quanto tem de sal numa "saca"?! 25Kg?
Bem, acho que a lição é a de que requer tempo de convivência para se conhecer alguém.
E passar somente uma primavera como dois adolescentes apaixonados, não seria o suficiente para sabermos se são pessoas compatíveis em seus valores, ideais e direção que pretendem seguir. Por exemplo, se sou diurna, a convivência com um notívago vai ser mais incômoda do que se ambos forem diurnos ou notívagos...
Sei que essa razão toda não funciona com o coração! Mas guia nossas escolhas e suaviza a inevitável queda do fim...
Assinar:
Postagens (Atom)