Aquela passarela de concreto que parecia tão segura antes de subir seus degraus passou à aparentar o oposto quando cheguei no último patamar.
Nessas horas uso meu aprendizado de família, o realismo-pessimismo do meu Pai, e imagino logo qual será a pior situação. E então sigo pronta para tudo o que vier...
No dia da passarela, dois idosos iam devagarzinho e eu lhes perguntei se poderia ir com eles porque estava com medo. E a senhora do casal (que parecia ter maior vigor físico que seu par) me disse para eu não me preocupar pois a passarela era muito segura, e que eu poderia sim acompanhá-los.
Ufa! Ainda bem que sei pedir ajuda e não tenho pudor em admitir minhas fraquezas. Mas volta e meia erro nos cálculos... como eu poderia saber que teria medo de altura numa passarela na Avenida Getúlio Vargas no centro do Rio de Janeiro?!?
Tem coisas que não conseguimos prever... mas tem outras que são tão óbvias que nos sentimos culpados por não termos sequer cogitado!
Como se adiantasse descobrir o culpado na hora da queda!
Como se adiantasse descobrir o culpado na hora da queda!
Humf!
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