A primeira reação é a vontade de dar o troco, de devolver o mal estar na mesma moeda... mas se você foi rejeitada por não despertar interesse no outro, não há muito como "devolver" o mal estar na mesma moeda, já que se você ignorar o outro corre o risco do outro nem perceber... talvez tenham "inventado" a tal "lei do retorno" para que a gente imagine que aquela pessoa que nos rejeitou possa ser rejeitada mais adiante por um terceiro personagem e isso pode ser que acalme a sede de vingança, mas o sentimento de rejeição, de não ser bom o suficiente, de não ser merecedor, ou seja lá qual for a sensação a partir da rejeição... esse sentimento permanece mesmo que de fato exista a lei do retorno e a gente tenha até a chance de assistir ao episódio... há uma satisfação breve muito breve e em seguida retorna o mal estar causado pela rejeição...
Quando somos nós que rejeitamos não nos sentimos como algozes... achamos que é natural não estarmos interessados ou apesar do interesse não ser um bom momento, ou motivo etc... o fato é que rejeitamos com uma naturalidade que mal percebemos que estamos causando uma ferida tão grande no rejeitado.
Sei que nem todo mundo sente dessa forma.
Imagino até que talvez as pessoas saibam lidar bem com a rejeição... mas não é o meu caso...
Algumas respostas me socorrem a memória: fui uma criança mimada, fiquei sem ver meu pai na época que meus pais se separaram por um tempo muito longo - para uma criança de 5 anos que o esperava para poder dormir diariamente, desenvolvi uma auto cobrança muito forte, e tenho uma auto estima um pouco abalada pelos eventos sofridos em relacionamentos, família, e trabalho...
Mas de fato, com a consciência de que não sei lidar com a rejeição, não paro de pensar numa solução... e enquanto não posso voltar para a terapia tenho pesquisado... e uma coisa me levou a outra e cheguei ao tal coeficiente de inteligência emocional.
Atualmente estou trabalhando nisso: em melhorar minha inteligência emocional...
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